Para o médico especialista em diagnóstico por imagem Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, a maior armadilha no cuidado com a saúde mamária é acreditar que a ausência de dor ou de nódulos palpáveis significa que tudo está em perfeita ordem. Muitas mulheres adiam o rastreamento por se sentirem saudáveis, ignorando que o câncer de mama é uma doença silenciosa em suas fases iniciais, onde as chances de cura chegam a 95%.
Se você acredita que “não sente nada e por isso não precisa” do exame, este artigo irá desconstruir essa percepção perigosa e mostrar como a prevenção ativa salva vidas. Continue a leitura para descobrir como a visão técnica de transformar sua relação com o diagnóstico precoce e garantir um futuro muito mais seguro.
Por que a mamografia é para quem não tem sintomas visíveis?
A premissa básica do rastreamento mamográfico é justamente a aplicação do exame em uma população assintomática, ou seja, em mulheres que não apresentam qualquer sinal de doença. Conforme explica o doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, a mamografia digital de alta resolução foi projetada para identificar lesões que possuem apenas alguns milímetros, muito antes de se tornarem um nódulo que possa ser sentido pelo toque manual.

O surgimento de um sintoma para procurar o médico é perder o tempo precioso do diagnóstico precoce. Quando uma alteração já é palpável, ela geralmente já está presente há meses ou anos, e o tratamento pode exigir intervenções mais agressivas do que se tivesse sido descoberta em fase subclínica.
O papel da mamografia na detecção de lesões subclínicas e microcalcificações
O grande trunfo da medicina diagnóstica moderna é a capacidade de visualizar o que está escondido sob camadas de tecido glandular denso. De acordo com Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, as microcalcificações agrupadas são, frequentemente, os primeiros vestígios de um carcinoma no seu lugar original, um tipo de câncer que ainda não invadiu tecidos vizinhos. Essas pequenas marcas de cálcio não causam dor, não alteram a forma da mama e não podem ser detectadas por nenhum outro método além da mamografia.
O tratamento realizado nessa fase é extremamente eficaz e possui um impacto mínimo na qualidade de vida da mulher, reforçando a ideia de que o exame é, essencialmente, para quem se sente bem. Dessa maneira, a tecnologia de imagem serve como um radar que monitora a saúde interna de forma constante. A estabilidade das imagens ao longo dos anos é o que traz a verdadeira paz de espírito.
Quando a paciente realiza o exame anualmente, o radiologista pode comparar as fotos atuais com as anteriores, identificando mudanças milimétricas que poderiam passar despercebidas em um exame isolado. A prevenção, portanto, não é um evento único motivado pelo medo de um sintoma, mas um processo contínuo de vigilância que utiliza a ciência para garantir que o “não sentir nada” continue sendo a realidade da paciente por muitos e muitos anos.
A importância da rotina anual para a redução da mortalidade
Manter a periodicidade da mamografia após os 40 anos é a estratégia mais eficiente para reduzir as estatísticas de mortalidade por câncer de mama. Como aponta Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, a disciplina no rastreamento compensa qualquer desconforto momentâneo da compressão. A conscientização sobre a importância do exame em pacientes assintomáticas deve ser uma prioridade nas políticas de saúde pública e privada.
Por fim, o exame é a ferramenta que valida a saúde e garante que, caso algo surja, seja resolvido com rapidez e segurança. Como pontua o doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, a medicina diagnóstica é uma aliada da vida, e o rastreamento em mulheres sem sintomas é o padrão ouro para a longevidade feminina. Ao priorizar sua mamografia anual, você não está procurando uma doença, mas sim garantindo que sua saúde continue sendo monitorada por quem entende.
Autor: Victor Castro