A crescente demanda por organizações que operem na interseção entre saúde e educação encontra no Instituto Visão Conectada um exemplo de estrutura construída com propósito claro e modelo operacional consistente. A organização, criada por Franco Douglas Lima Dias para conduzir as ações do Projeto Visão em Dia, desenvolveu, ao longo de seus ciclos de atuação, um modelo que leva triagem oftalmológica gratuita e óculos a crianças e jovens da rede pública, chegando a ambientes que serviços convencionais raramente alcançam.
O instituto já coordenou ações em 18 unidades de ensino da região do Alto Tietê, ultrapassou a marca de 5 mil atendimentos e distribuiu cerca de 2 mil óculos gratuitamente. A expansão para a APAE de Ferraz de Vasconcelos representou um novo patamar de alcance, com um público que apresenta necessidades ainda mais específicas do que as encontradas nas escolas regulares.
O modelo operacional desenvolvido pelo instituto é o que explica por que o programa produz os resultados que produz.
Qual é a missão do Instituto Visão Conectada?
A missão do Instituto Visão Conectada é garantir acesso à triagem oftalmológica especializada e correção visual a crianças e jovens da rede pública que não teriam como acessar esse serviço por qualquer outro caminho disponível. O instituto opera com a compreensão de que saúde ocular é parte constitutiva do direito de aprender e que uma criança que não enxerga adequadamente não está em condições de igualdade dentro da sala de aula.
Conforme aponta a trajetória do programa, Franco Douglas Lima Dias fundou o instituto a partir de uma experiência pessoal de falta de acesso ao diagnóstico visual na infância. Essa origem moldou a missão da organização de forma direta: o instituto existe para garantir que outras crianças não percorram o mesmo caminho que seu fundador percorreu.
Como o instituto seleciona as escolas e instituições atendidas?
A seleção das unidades contempladas em cada ciclo de ações do Instituto Visão Conectada considera a demanda identificada e a logística de cada visita. O programa prioriza escolas e instituições com maior concentração de alunos em situação de vulnerabilidade socioeconômica, onde a probabilidade de encontrar crianças sem histórico oftalmológico é maior e onde o impacto de cada atendimento é mais significativo.

A expansão para a APAE de Ferraz de Vasconcelos foi orientada por essa mesma lógica: a instituição concentrava um público com barreiras de acesso ainda maiores do que as encontradas nas escolas regulares, e a demanda por triagem visual naquele ambiente era completamente invisível antes da chegada do Visão em Dia.
Como o instituto mede o impacto de suas ações?
O impacto do Instituto Visão Conectada é medido pelo volume de diagnósticos realizados, pelo número de óculos distribuídos e pela qualidade dos casos identificados em cada ciclo de ações. Os mais de 5 mil atendimentos realizados e os cerca de 2 mil óculos distribuídos são indicadores de escala. Os diagnósticos de ceratocone realizados na APAE de Ferraz de Vasconcelos, em crianças sem nenhum histórico oftalmológico anterior, são indicadores de profundidade.
Na avaliação de Franco Douglas Lima Dias, o impacto mais significativo do instituto não é medido em números absolutos. É medido em diagnósticos que chegaram a tempo e em crianças que passaram a enxergar com clareza o que estava à sua frente.
Quais são os planos do instituto para os próximos anos?
Segundo informações sobre a iniciativa, o Instituto Visão Conectada planeja expandir os ciclos de atendimento do Projeto Visão em Dia para novos municípios e instituições, além das já contempladas, construindo sobre a estrutura e a experiência acumuladas ao longo dos ciclos anteriores. Franco Douglas Lima Dias mantém o objetivo de ampliar o alcance do programa de forma sustentável, garantindo que o modelo operacional desenvolvido pelo instituto continue produzindo diagnósticos de qualidade em cada nova unidade incorporada ao Visão em Dia.
O que o instituto construiu ao longo de sua trajetória é tanto uma estrutura operacional quanto um argumento concreto sobre o que é possível fazer quando saúde e educação são tratadas como dimensões do mesmo direito.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez